terça-feira, 9 de abril de 2013
sexta-feira, 15 de março de 2013
Ela é maravilhosa. E cheia de personalidade.
Sou só um bichinho. Um bichinho frágil que ainda não aflorou. Que ainda não surgiu
Ele é cheio de amor. Cheio de si.
Preciso da minha
individualidade
Ser gente. Com vontades e muita autonomia
"Ela parece uma boneca"
Não
"Ela é só uma compensação"
Não!
"Síndrome de Peter Pan"
"Te dou três meses"
Não! Não!!!
Ele é cheio de amor e eu não posso impedi-lo
Um dia vou ser só uma lembrança
Quero ser uma lembrança boa. Dessas que ele sente com muita paixão
Qual é meu lugar?
Sou só um bichinho. Um bichinho frágil que ainda não aflorou. Que ainda não surgiu
Ele é cheio de amor. Cheio de si.
Preciso da minha
individualidade
Ser gente. Com vontades e muita autonomia
"Ela parece uma boneca"
Não
"Ela é só uma compensação"
Não!
"Síndrome de Peter Pan"
"Te dou três meses"
Não! Não!!!
Ele é cheio de amor e eu não posso impedi-lo
Um dia vou ser só uma lembrança
Quero ser uma lembrança boa. Dessas que ele sente com muita paixão
Qual é meu lugar?
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Lembro de um dia, quando era criança
eu brincava no pátio do prédio e vi uma pessoa passando na calçada
ela olhou na minha direção e continuou andando.
Acho que foi a primeira vez que pensei que aquele era só mais um prédio numa rua qualquer
e eu era só mais uma criança
nem mais, nem menos importante que nenhuma outra.
Pensei nisso por um tempo e voltei a fazer o que fazia antes.
Mas comecei a olhar os outros prédios e as outras crianças de um jeito diferente
Me perguntando se elas pensavam como eu pensava antes ou depois de ver aquela pessoa passando
eu brincava no pátio do prédio e vi uma pessoa passando na calçada
ela olhou na minha direção e continuou andando.
Acho que foi a primeira vez que pensei que aquele era só mais um prédio numa rua qualquer
e eu era só mais uma criança
nem mais, nem menos importante que nenhuma outra.
Pensei nisso por um tempo e voltei a fazer o que fazia antes.
Mas comecei a olhar os outros prédios e as outras crianças de um jeito diferente
Me perguntando se elas pensavam como eu pensava antes ou depois de ver aquela pessoa passando
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
Nossos pais
Adoro a cordialidade dos pais em ligar pra perguntar - no meio de um dia cheio de brigas repetitivas, estágio, faculdade, calor pegajoso, 4 horas dentro do ônibus - "filha, almoçou direitinho?"
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Lost no blog
Muito feliz por finalmente ter um blog, decidi mandar por e-mail pros meus pais um fruto concreto de trabalho:
"pai e mãe, depois de dois anos de faculdade e muita pesquisa, o blog meu e do pessoal mais próximo de jornalismo está pronto pra exibição. ele beira a genialidade, a tragedicidade, a comicidade, a simplicidade e vários outros "dades" em vários e alguns momentos. faço um intertexto com uma das minhas séries favoritas da hbo e digo que ele é a voz da nossa geração, ou pelo menos uma voz de uma geração. beijos"
E seguia o link desta maravilha internética.
Obtive um única resposta:
"Meu filho, os textos estão muito bons, mas acho melhor você procurar um analista. Sério, sem preconceito. Tá todo mundo meio perdido ali, não acha, não?"
Saí perdido.
são longuinhos
- Procure direito
- Mas mãe, eu já olhei em todos os cantos e não achei
Aí ela foi lá e também não achou.
Mistério, pelo Dicionário Michaelis, é sinônimo de para onde vão as coisas que nem as mães conseguem achar. Não é isso que o dicionário diz, mas bem que poderia dizer.
- Tá vendo que procurei?
- Como pode ter sumido?
A mãe ignora a filha que procura e admite o que antes era inconcebível, o sumiço.
Os cantos da casa que somem com as coisas são os piores inimigos das famílias. As chaves comemoram juntas no chaveiro de metal o palavrão da mãe. Os celulares vibram de prazer. As havaianas, malvadas, fazem duetos. As canetas desenham Van Gogh, extasiadas. Os cantos engolem a casa.
A vida é que nos engole e faz festa quando a gente procuraprocuraprocura e não acha. Quando o eu se perde do eu... Não dá pra chamar a mãe pra achar o eu do eu. Nem a mãe achou a mãe da mãe. E vai ver a vida é só uma procura em que a gente esquece o que tá procurando no meio do caminho.
Então ela sentiu uma vontade de sair correndo e gritando como se estivesse num sonho daqueles em que se fica nu e quando percebe não se consegue voltar pra casa. Ela jurou que era plena e se sentiu além mulher, além vento, além gente, e pode finalmente transcender.
Transcendeu atropelada por um carro e pela vida, foi julgada inconsequente, foi manchete de jornal e letra de música vadia. Sentir é difícil, mas não devia. Ela sentia e só. Tem gente que dá mais valor ao sentido do poeta, aquele sentido que se registra. Ela queria sentir aquilo que só se sente e que não se escreve. Esqueceu todas as palavras que são duras e não sentem. Teve pena das palavras e da prisão que estava aprisionada com medo de repetir prefixos, errar sinônimos, confundir figuras, esquecer vírgulas. As palavras que são presas em si mesmas e prendem todo mundo na semântica. A língua da vida é outra.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Se a velha sensação de insatisfação bate em diferentes momentos da sua vida, sempre resta a dúvida: nada mudou ou só as coisas erradas mudaram? Talvez a gente sempre procure sem saber o que procura e sempre ache as coisas que a gente não procurava mesmo sem saber, daí a gente nunca acha as coisas na hora certa, só quando é tarde demais e você já tá procurando outra coisa que você nem sabe ainda.
Até hoje eu não sei nem o que achei e nem o que tô procurando.
Até hoje eu não sei nem o que achei e nem o que tô procurando.
Azul
No caminho de volta pra casa, lembro que já devo ter comprado pelo menos uns 3 sapatos no mesmo tom de azul. Consumo inconsciente, provavelmente por causa do poema de Carlos Azul Pena Filho.
(Então pintei de azul os meus sapatos
Por não poder de azul pintar as ruas
Depois vesti meus gesto insensatos
E colori as minhas mãos e as tuas)
Às vezes a poesia se esconde na gente. É brega de falar. Relutei pra admitir. No caminho de volta pra casa, pensei em todas as poesias que podem estar escondidas na gente, latente. Um monte de coisa ruim e sem nexo, talvez.
No caminho de volta pra casa, pensei que o cansaço que a gente sente não é físico, como pode ser cansaço da alma. A gente tem que tirar a gordura da alma. Tudo o que sobra. Dizem que faz mal.
Tirar a gordura trans e deixar só a do bem. A poesia gordinha.
(Então pintei de azul os meus sapatos
Por não poder de azul pintar as ruas
Depois vesti meus gesto insensatos
E colori as minhas mãos e as tuas)
Às vezes a poesia se esconde na gente. É brega de falar. Relutei pra admitir. No caminho de volta pra casa, pensei em todas as poesias que podem estar escondidas na gente, latente. Um monte de coisa ruim e sem nexo, talvez.
No caminho de volta pra casa, pensei que o cansaço que a gente sente não é físico, como pode ser cansaço da alma. A gente tem que tirar a gordura da alma. Tudo o que sobra. Dizem que faz mal.
Tirar a gordura trans e deixar só a do bem. A poesia gordinha.
Davi do ônibus
Um homem entrou no ônibus e disse
que seu nome era Davi.
Falava, mas não pedia dinheiro.
"Meu nome é Davi.
Meu nome é como uma roupa que caiu bem.
Quer dizer amado por Deus.
Mas isso não quer dizer
que Deus me ama mais
do que ama vocês."
Quem seria ele antes de ser Davi do ônibus?
Poesia da life
10 anos depois
todo mundo num cruzeiro
brindando com champagne
num reencontro de fim de novela
usando vestido branco
e sorrindo de perfil pra câmera
todo mundo num cruzeiro
brindando com champagne
num reencontro de fim de novela
usando vestido branco
e sorrindo de perfil pra câmera
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